Ilustração nº 003 · Pecado
O poço que a gente mesmo cava
Diante de certas ruínas da vida, a pergunta honesta não é “por que Deus permitiu?”, mas “quando eu comprei a pá?”. O poço raramente aparece de uma vez: ele é escavado em turnos — a mentira pequena de março, o atalho de junho, o segredo de setembro. Quando desabamos, o buraco já tinha projeto, engenheiro e cronograma: nós.
Tiago descreve a obra completa: “A concupiscência, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1.15). É uma linha de produção: desejo, concepção, parto, morte. Ninguém acorda na morte espiritual; chega-se lá pá por pá.
Mas a mesma Bíblia que expõe a escavação oferece o resgate: “Ele me tirou de um poço de destruição” (Salmo 40.2).
Aplicação prática
Use com cuidado pastoral: a ilustração visa responsabilizar sem esmagar. Para quem está no fundo do poço que cavou, o Salmo 40.2-3 é a corda: Deus tira, firma os pés na rocha e ainda põe cântico novo. Arrependimento é parar de cavar e começar a gritar.